Cirurgia Facial
Entenda quando a blefaroplastia e o lifting facial podem fazer parte do mesmo planejamento cirúrgico.
Dr. Edmar Minchio
Cirurgião Plástico - RJ
Sim. A blefaroplastia pode ser realizada junto com o lifting facial em pacientes selecionados, quando existem alterações tanto na região das pálpebras quanto em outras áreas da face que apresentam indicação cirúrgica. Embora possam fazer parte do mesmo planejamento, são cirurgias com objetivos diferentes: a blefaroplastia trata principalmente alterações das pálpebras, enquanto o lifting facial é direcionado ao reposicionamento dos tecidos da face e, dependendo da técnica e da indicação, do pescoço.
O envelhecimento facial não acontece de maneira isolada.
Enquanto algumas pessoas apresentam alterações mais concentradas ao redor dos olhos, outras também percebem mudanças no terço médio e inferior da face, na linha mandibular e no pescoço.
Entre as alterações que podem coexistir estão:
Quando diferentes regiões apresentam indicação cirúrgica, pode ser possível considerar o tratamento delas dentro de um mesmo planejamento.
Isso não significa, entretanto, que toda pessoa que realiza um lifting facial precise fazer blefaroplastia.
A blefaroplastia é uma cirurgia realizada na região das pálpebras.
Dependendo das características encontradas durante a consulta, o planejamento pode envolver as pálpebras superiores, inferiores ou ambas.
A cirurgia pode considerar aspectos como excesso de pele, bolsas de gordura e outras alterações anatômicas da região periocular.
A indicação não depende apenas da idade. É necessário analisar a anatomia das pálpebras, a posição das estruturas e as características individuais do paciente.
O lifting facial possui outro objetivo.
A cirurgia é utilizada principalmente para reposicionar tecidos que sofreram alterações com o envelhecimento e tratar determinados padrões de flacidez facial.
Dependendo do caso e da técnica utilizada, o planejamento pode envolver:
Portanto, realizar apenas a blefaroplastia não trata necessariamente alterações existentes na mandíbula ou no pescoço.
Da mesma forma, um lifting facial não significa que as alterações das pálpebras serão automaticamente tratadas.
A associação pode ser considerada quando a análise da face demonstra que existem alterações independentes com indicação para os dois procedimentos.
Por exemplo, uma pessoa pode procurar a consulta incomodada com a aparência das pálpebras e, durante a análise facial, também apresentar flacidez significativa na região inferior da face.
Outra pode chegar interessada no lifting e também possuir alterações palpebrais que fazem parte de sua queixa.
Nessas situações, avalio se existe indicação para abordar as regiões dentro do mesmo planejamento cirúrgico.
Não.
A possibilidade técnica de associar procedimentos não significa que essa seja automaticamente a melhor estratégia para todos os pacientes.
Antes de definir uma cirurgia combinada, é necessário considerar:
Em alguns casos, realizar os procedimentos conjuntamente pode ser considerado.
Em outros, pode ser mais adequado estabelecer etapas diferentes.
São procedimentos que atuam em regiões e estruturas diferentes.
Por isso, prefiro pensar na associação como um planejamento facial integrado, e não como uma cirurgia destinada a potencializar a outra.
Se existem alterações nas pálpebras e também flacidez em outras regiões da face, tratar apenas uma dessas áreas pode deixar a outra questão sem abordagem.
A decisão deve partir da anatomia e da indicação cirúrgica de cada região.
Essa é uma questão importante durante a análise da região dos olhos.
Nem todo excesso percebido próximo à pálpebra superior está relacionado exclusivamente à própria pálpebra. A posição da sobrancelha e dos tecidos ao redor também pode interferir nessa aparência.
Por isso, antes de indicar uma blefaroplastia, é necessário avaliar a região periocular como um conjunto.
Retirar pele da pálpebra sem considerar a posição das estruturas vizinhas pode não abordar corretamente a origem da queixa.
É comum o paciente apontar inicialmente uma região específica.
Ele pode dizer que os olhos parecem mais cansados, que perdeu o contorno da mandíbula ou que percebe maior flacidez no pescoço.
Durante a consulta, porém, procuro entender quais estruturas estão contribuindo para aquela percepção.
Essa análise ajuda a evitar um planejamento baseado apenas em uma área isolada.
Nem sempre será necessário tratar tudo. O objetivo é identificar quais alterações realmente possuem indicação.
A recuperação depende da extensão dos procedimentos realizados.
Blefaroplastia e lifting facial podem produzir edema e equimoses em graus diferentes, especialmente nos primeiros períodos do pós-operatório.
Quando os procedimentos são associados, as orientações precisam considerar a cirurgia como um todo.
O acompanhamento pós-operatório permite observar a evolução das pálpebras, da face, das cicatrizes e das demais regiões tratadas.
O tempo de recuperação não deve ser definido apenas pelo nome das cirurgias, porque técnicas e extensões podem variar consideravelmente entre pacientes.
Não.
Cada cirurgia possui acessos específicos.
Na blefaroplastia, as incisões são planejadas de acordo com a pálpebra e a técnica indicada.
No lifting facial, as incisões estão relacionadas às regiões que precisam ser abordadas e à estratégia cirúrgica utilizada.
Durante a consulta, explico onde as incisões podem ficar de acordo com o planejamento proposto para cada paciente.
Dependendo das alterações encontradas, o planejamento facial pode envolver outras abordagens.
Um exemplo é o tratamento da qualidade da pele.
O lifting reposiciona tecidos e a blefaroplastia aborda as pálpebras, mas isso não significa que todas as alterações superficiais da pele serão tratadas pelas cirurgias.
Em casos selecionados, tecnologias como o CO2 Hybrid Laser podem ser consideradas dentro de um protocolo complementar, seja em associação ao planejamento cirúrgico ou em outro momento da recuperação.
Cada recurso deve ter uma indicação específica.
Quando um paciente considera blefaroplastia junto com lifting facial, não avalio apenas se as duas cirurgias podem ser realizadas simultaneamente.
Primeiro analiso:
A partir dessa avaliação, posso definir quais regiões apresentam indicação cirúrgica e se faz sentido realizar os procedimentos no mesmo momento ou estabelecer etapas diferentes.
A blefaroplastia pode ser feita junto com o lifting facial quando existem indicações específicas para tratar tanto as pálpebras quanto outras regiões da face.
As cirurgias são complementares em determinados pacientes, mas possuem objetivos diferentes. A blefaroplastia aborda alterações da região palpebral, enquanto o lifting facial atua principalmente no reposicionamento dos tecidos e no tratamento da flacidez facial.
Mais importante do que decidir previamente fazer as duas cirurgias juntas é compreender quais estruturas realmente precisam ser tratadas.
Durante a consulta, posso analisar a região dos olhos, a face e o pescoço em conjunto e definir qual planejamento cirúrgico faz sentido para o seu caso.
Agende sua consulta para conversarmos sobre o seu caso.
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