Cirurgia Facial
Entenda como idade, grau de flacidez, pescoço e anatomia facial influenciam a indicação cirúrgica.
Dr. Edmar Minchio
Cirurgião Plástico - RJ
O lifting facial aos 40, 50 e 60 anos pode ter indicações bastante diferentes porque o envelhecimento não acontece da mesma maneira em todas as fases da vida. Enquanto aos 40 anos podem predominar alterações iniciais no contorno da mandíbula e nas bochechas, aos 50 a flacidez tende a envolver áreas mais amplas da face e, aos 60, pode existir maior participação do pescoço e dos tecidos profundos. Por isso, a indicação do lifting facial não deve ser determinada somente pela idade, mas principalmente pelo grau de flacidez, qualidade da pele, anatomia facial e estruturas que precisam ser reposicionadas.
Não existe uma idade específica que determine quando uma pessoa deve realizar um lifting facial.
Duas pessoas com 50 anos, por exemplo, podem apresentar características completamente diferentes. Genética, exposição solar, tabagismo, oscilações de peso, qualidade da pele e características anatômicas interferem na maneira como cada rosto envelhece.
A avaliação, portanto, considera mais a condição dos tecidos do que a idade registrada no documento.
Por volta dos 40 anos, muitas pessoas começam a perceber mudanças que antes eram discretas.
Pode surgir uma perda inicial da definição da mandíbula, uma pequena queda das bochechas e alterações no terço inferior da face. Em alguns pacientes também aparecem os primeiros sinais de flacidez abaixo do queixo e no pescoço.
Quando as alterações são leves ou moderadas, nem sempre existe necessidade de uma cirurgia facial extensa.
Dependendo da avaliação, podem ser consideradas abordagens mais direcionadas, como o Mini Lifting Facial.
Nessa faixa etária, a análise pode considerar:
A indicação depende da anatomia apresentada pelo paciente e não simplesmente do fato de ter atingido os 40 anos.
Aos 50 anos, as alterações relacionadas ao envelhecimento podem estar mais evidentes.
Além da pele, ocorre uma mudança progressiva na posição dos compartimentos de gordura e das estruturas profundas responsáveis pela sustentação facial.
É comum observar maior perda da definição da mandíbula, formação dos chamados jowls, queda das bochechas e aprofundamento de alguns sulcos.
O pescoço também passa a ter maior importância no planejamento.
Nesse momento, a avaliação pode envolver:
Por isso, o planejamento pode ser diferente daquele realizado em um paciente mais jovem.
Ficou com dúvidas?
Aos 60 anos, o envelhecimento facial frequentemente envolve várias estruturas ao mesmo tempo.
Pode existir maior excesso de pele, perda da definição da mandíbula, flacidez cervical e alterações mais pronunciadas na posição dos tecidos faciais.
Nesses casos, apenas retirar ou tracionar a pele pode não ser suficiente para abordar todas as alterações presentes.
O planejamento cirúrgico pode considerar o reposicionamento das estruturas profundas da face, incluindo o SMAS, além do tratamento da pele excedente.
Quando necessário, face e pescoço podem ser avaliados conjuntamente para que o planejamento considere a continuidade existente entre essas regiões.
A escolha da técnica depende principalmente da extensão das alterações encontradas durante a avaliação.
O Mini Lifting Facial costuma ter uma abordagem mais localizada e pode ser considerado quando existe flacidez leve ou moderada, principalmente no terço inferior da face.
O Face Lifting permite tratar alterações mais amplas relacionadas à flacidez e ao reposicionamento dos tecidos.
Já o Deep Plane Lifting trabalha em planos anatômicos profundos e pode ser considerado em situações específicas nas quais o cirurgião identifica indicação para esse tipo de abordagem.
Não existe uma técnica que seja automaticamente melhor para determinada idade. Existe a técnica mais adequada para as características encontradas em cada paciente.
Sim. A condição do pescoço é um ponto importante na avaliação do rejuvenescimento facial.
Em alguns pacientes, o rosto apresenta alterações moderadas, mas a flacidez cervical é mais evidente. Em outros, ocorre justamente o contrário.
Por esse motivo, durante a avaliação são observados o contorno mandibular, a região abaixo do queixo, a qualidade da pele e as estruturas do pescoço.
Quando existe indicação, o tratamento cervical pode ser associado ao lifting facial.
Um paciente de 45 anos pode apresentar uma flacidez mais significativa do que outro de 55. Da mesma forma, uma pessoa aos 60 anos pode conservar boa qualidade de pele e necessitar de uma abordagem diferente de outra da mesma idade.
Por isso, alguns dos principais fatores avaliados são:
A idade ajuda a contextualizar o processo de envelhecimento, mas não define isoladamente a indicação cirúrgica.
O lifting facial aos 40, 50 e 60 anos não segue uma regra baseada apenas na idade. O que muda é principalmente a extensão das alterações faciais e quais estruturas precisam ser tratadas em cada fase.
Aos 40 anos, abordagens mais localizadas podem ser suficientes em determinados casos. Aos 50, o planejamento pode envolver uma área maior da face e considerar o pescoço. Aos 60, alterações mais amplas podem exigir uma abordagem cirúrgica mais abrangente.
A avaliação com o cirurgião plástico permite analisar a anatomia facial, o grau de flacidez e as expectativas do paciente para definir entre Mini Lifting, Face Lifting, Deep Plane ou outras possibilidades de tratamento.
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