Cirurgia das Mamas
Entenda quando a mastopexia pode ser considerada após a gravidez e quais fatores definem o momento da cirurgia.
Dr. Edmar Minchio
Cirurgião Plástico - RJ
A mastopexia depois da gravidez pode ser considerada quando o período de amamentação terminou, as mamas já passaram pelas principais mudanças de volume e a paciente apresenta condições adequadas para realizar uma cirurgia. Não existe, porém, um prazo único que sirva para todas as mulheres.
Durante a consulta, avalio principalmente se a lactação terminou, se o volume das mamas está mais estável, como está a recuperação após a gestação e se existe intenção de engravidar novamente.
Durante a gestação, as mamas passam por mudanças hormonais e podem aumentar de volume.
Depois do parto e, principalmente, após o término da amamentação, esse volume pode diminuir novamente.
A pele e os tecidos nem sempre acompanham essas mudanças da mesma forma.
Por isso, algumas mulheres percebem queda das mamas, excesso de pele, perda de volume, mudança na posição das aréolas, redução do preenchimento da parte superior das mamas ou diferenças entre uma mama e outra.
Essas alterações variam bastante entre as pacientes.
Em geral, sim.
Enquanto existe produção de leite, as mamas ainda estão passando por alterações relacionadas à lactação.
Mesmo depois de parar de amamentar, pode levar algum tempo para que o volume mamário se estabilize.
Por isso, o planejamento da mastopexia costuma ser feito depois do término da amamentação e da avaliação de como as mamas ficaram após esse período.
Não considero adequado estabelecer um prazo rígido sem avaliar a paciente.
O mais importante é verificar se a lactação terminou e se as mamas já apresentam maior estabilidade de volume e formato.
Além disso, precisamos considerar a recuperação geral depois da gravidez, possíveis alterações de peso e as condições clínicas da paciente.
Portanto, mais importante do que simplesmente contar meses é entender se o organismo e as mamas já estão em um momento adequado para o planejamento cirúrgico.
Mesmo quando não houve amamentação, as mamas passaram pelas mudanças hormonais e de volume relacionadas à gravidez.
Por isso, ainda pode ser necessário aguardar a recuperação após o parto e observar como as mamas evoluem.
Não ter amamentado não significa necessariamente que a mastopexia possa ser realizada imediatamente.
Depois da gravidez, uma das queixas mais frequentes é perceber que as mamas ficaram mais baixas ou com um formato diferente.
A mastopexia pode ser considerada quando existe queda mamária, excesso de pele e necessidade de reposicionar os tecidos.
Durante a consulta, avalio a posição das aréolas, a quantidade de pele, o volume mamário e a distribuição dos tecidos.
Essas características ajudam a definir se realmente existe indicação de mastopexia.
Não necessariamente.
Ter perdido volume depois da gravidez não significa automaticamente precisar colocar uma prótese.
Algumas pacientes possuem tecido mamário suficiente e desejam apenas reposicionar as mamas. Nesses casos, podemos discutir a possibilidade de uma mastopexia sem implante.
Outras apresentam perda de volume e desejam também acrescentá-lo. Nessas situações, uma prótese pode fazer parte do planejamento quando houver indicação.
A decisão precisa considerar tanto a anatomia quanto o que a paciente deseja em relação ao volume das mamas.
Pode ser possível.
Quando existe quantidade adequada de tecido mamário, podemos utilizar os próprios tecidos para reorganizar a mama.
Entretanto, uma mastopexia sem prótese não possui como objetivo criar artificialmente um volume que a paciente não apresenta.
Por isso, durante a consulta é importante entender quanto tecido existe e qual formato pode ser planejado a partir dessa anatomia.
Nem toda paciente perde volume.
Algumas mulheres permanecem com mamas volumosas e apresentam também queda e excesso de pele.
Quando existe desejo de diminuir o tamanho, podemos avaliar a necessidade de retirar parte do tecido mamário durante a cirurgia.
Dependendo da quantidade de redução necessária, o planejamento pode apresentar características de uma mamoplastia redutora.
Essa é uma questão importante.
Uma nova gravidez pode provocar novamente aumento e redução do volume das mamas, além de novas alterações da pele.
Isso significa que o formato obtido após uma mastopexia pode sofrer mudanças depois de outra gestação.
Não existe uma regra determinando que toda mulher precise esperar até decidir não ter mais filhos. Entretanto, quando existe uma nova gravidez planejada para um futuro próximo, pode fazer sentido discutir se é melhor adiar a cirurgia.
Essa decisão deve considerar os planos da paciente.
Uma mastopexia não é um método que impeça uma futura gestação.
Entretanto, uma nova gravidez pode modificar novamente as mamas.
Por isso, a possibilidade de futuras gestações precisa fazer parte da conversa antes da cirurgia.
A possibilidade de amamentar depois de uma cirurgia mamária depende de diferentes fatores, incluindo a anatomia da paciente e a técnica utilizada.
Não é possível prometer previamente que a capacidade de amamentação será preservada em todas as situações.
Por isso, se a paciente pretende engravidar e amamentar novamente, essa informação deve ser discutida durante o planejamento.
A estabilidade do peso é importante no planejamento.
Grandes variações de peso podem modificar o volume das mamas e a quantidade de pele.
Além disso, quando a paciente também deseja tratar alterações do abdome depois da gestação, a condição corporal como um todo passa a fazer parte da avaliação.
Não se trata de atingir obrigatoriamente um determinado número na balança, mas de avaliar se ainda existem mudanças importantes de peso em andamento.
Em pacientes selecionadas, sim.
Algumas mulheres apresentam alterações tanto nas mamas quanto no abdome depois da gestação.
Quando existe indicação de mastopexia e também de abdominoplastia, podemos avaliar se os dois procedimentos podem ser realizados no mesmo planejamento.
A possibilidade depende da extensão das cirurgias, das condições clínicas, do tempo cirúrgico previsto e da segurança da associação.
Fazer as duas cirurgias juntas não é necessariamente a melhor escolha para todas as pacientes.
Em determinados casos, a lipoaspiração pode fazer parte do planejamento corporal.
Entretanto, cada procedimento acrescentado aumenta a extensão da cirurgia.
Por isso, não parto da ideia de realizar o maior número possível de procedimentos no mesmo momento.
Primeiro identificamos quais alterações possuem indicação de tratamento. Depois avaliamos quais procedimentos podem ser associados de maneira adequada.
O afastamento depende da extensão da mastopexia, de procedimentos associados e principalmente da atividade profissional.
Em uma mastopexia isolada, pacientes com trabalhos predominantemente administrativos podem, em muitos casos, retomar gradualmente parte da rotina dentro de aproximadamente 7 a 14 dias, desde que a evolução esteja adequada e exista liberação médica.
Atividades que exigem esforço físico, levantamento de peso ou movimentos repetitivos dos braços podem demandar um período maior.
Quando existe associação com abdominoplastia ou outro procedimento, o planejamento da recuperação é diferente.
A paciente não precisa necessariamente esperar até estar pronta para operar para realizar a primeira consulta.
A consulta também pode servir para entender quais alterações aconteceram, quais procedimentos poderiam ser considerados e qual seria um momento adequado para a cirurgia.
Isso pode ser especialmente útil para quem precisa organizar trabalho, cuidados com os filhos e ajuda durante o período pós-operatório.
Não utilizo apenas uma data no calendário para definir se uma paciente pode realizar mastopexia depois da gravidez.
Durante a consulta, considero fatores como término da amamentação, estabilidade das mamas, variações de peso, condições clínicas, rotina familiar, planos de futuras gestações e o tipo de cirurgia que poderá ser necessário.
Depois dessa avaliação, podemos discutir se já existe um momento adequado para operar ou se é melhor aguardar.
A mastopexia depois da gravidez pode ser realizada quando as mudanças relacionadas à gestação e à amamentação já estão mais estabilizadas e a paciente apresenta condições adequadas para a cirurgia.
Não existe um prazo único aplicável a todas as mulheres.
Também é necessário definir se a mastopexia será realizada com ou sem prótese, se existe necessidade de redução mamária e se outros procedimentos, como abdominoplastia, fazem parte do planejamento.
Se você percebeu que suas mamas ficaram caídas depois da gravidez e está pensando em realizar uma cirurgia, a consulta permite avaliar como os tecidos ficaram e discutir qual pode ser o momento adequado para o seu caso.
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