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Cirurgia das Mamas

Mastopexia pode diminuir o tamanho das mamas?

Entenda quando a mastopexia pode reduzir o volume das mamas e como ela se diferencia da mamoplastia redutora.

Dr. Edmar Minchio

Dr. Edmar Minchio

Cirurgião Plástico - RJ

Sim, a mastopexia pode diminuir o tamanho das mamas quando o planejamento inclui a retirada de parte do tecido mamário, além do excesso de pele. Entretanto, reduzir o volume não é obrigatoriamente o objetivo da mastopexia. A cirurgia pode ser realizada para reposicionar as mamas mantendo boa parte do volume existente ou, em outros casos, associar o levantamento a uma redução.

Durante a consulta, avalio o tamanho atual das mamas, a quantidade de tecido, o excesso de pele, a posição das aréolas e o volume que a paciente deseja manter.

O que a mastopexia faz?

A mastopexia é uma cirurgia utilizada principalmente para tratar a queda das mamas.

O procedimento permite reorganizar os tecidos, retirar o excesso de pele e reposicionar o complexo aréolo-papilar de acordo com o planejamento de cada caso.

Isso significa que levantar a mama e diminuir seu tamanho são objetivos diferentes.

Uma paciente pode precisar de mastopexia sem desejar uma redução significativa do volume.

Por que a mama pode parecer menor depois da mastopexia?

Mesmo quando não existe uma grande retirada de tecido mamário, a percepção do tamanho pode mudar.

Antes da cirurgia, uma parte do volume pode estar distribuída em uma mama mais alongada e com os tecidos posicionados mais abaixo.

Ao reorganizar esses tecidos e retirar o excesso de pele, o formato da mama muda.

Por isso, a paciente pode perceber uma mama mais compacta após a cirurgia, mesmo quando o objetivo principal não foi realizar uma grande redução.

É possível fazer mastopexia e diminuir o volume?

Sim.

Quando a paciente apresenta mamas caídas e também considera o volume maior do que gostaria, podemos discutir a retirada de parte do tecido durante o planejamento.

Nesse caso, a cirurgia passa a abordar o reposicionamento das mamas e a redução do volume mamário.

A quantidade de tecido que pode ser retirada depende da anatomia e do planejamento cirúrgico.

Mastopexia e mamoplastia redutora são a mesma cirurgia?

Não exatamente, embora exista uma área de sobreposição entre os procedimentos.

Na mastopexia, o objetivo principal é tratar a queda e reposicionar a mama.

Na mamoplastia redutora, além do reposicionamento, existe uma intenção mais evidente de diminuir o volume das mamas por meio da retirada de tecido.

Em alguns casos, essa divisão é bastante clara. Em outros, a paciente apresenta queda e deseja uma redução moderada do volume, fazendo com que características das duas cirurgias façam parte do planejamento.

Como saber se preciso de mastopexia ou mamoplastia redutora?

Uma das principais questões é entender o que incomoda a paciente.

Se a queixa principal é a posição das mamas, mas o tamanho atual é considerado adequado, o planejamento pode estar mais relacionado à mastopexia.

Se, além da queda, existem queixas relacionadas ao excesso de volume, pode ser necessário discutir uma redução mamária.

Também podem existir sintomas associados a mamas volumosas, como desconforto nos ombros, costas ou dificuldade com determinadas atividades.

A decisão não depende apenas de uma medida ou do tamanho do sutiã.

Quanto a mama pode diminuir com uma mastopexia?

Não existe uma quantidade padrão.

Algumas mastopexias podem envolver pouca retirada de tecido mamário. Outras podem incluir uma redução maior.

Por isso, não é adequado definir previamente que a cirurgia diminuirá determinado número de tamanhos de sutiã.

O planejamento considera a anatomia da paciente, a quantidade de tecido existente e o volume que se pretende manter.

É possível fazer mastopexia sem diminuir muito as mamas?

Sim.

Quando a paciente está satisfeita com o volume, mas apresenta queda e excesso de pele, podemos avaliar um planejamento direcionado principalmente ao reposicionamento dos tecidos.

Mesmo assim, alguma alteração na percepção do tamanho pode acontecer devido à mudança no formato e à retirada de pele.

Por isso, durante a consulta é importante diferenciar duas expectativas: manter o volume e manter exatamente a mesma aparência da mama.

O formato necessariamente passa por mudanças quando realizamos uma mastopexia.

E se eu quiser levantar e manter o máximo possível do meu próprio tecido?

Essa possibilidade pode ser discutida durante o planejamento.

Dependendo das características da mama, os próprios tecidos podem ser reorganizados para construir o novo formato sem que o objetivo seja uma redução importante.

A quantidade e a distribuição do tecido mamário são fundamentais nessa decisão.

Mastopexia precisa de prótese para não diminuir as mamas?

Não.

A prótese não é obrigatória em uma mastopexia.

Existem pacientes que possuem tecido mamário suficiente para realizar o levantamento sem implante.

A prótese pode ser considerada quando existe indicação e quando acrescentar volume faz parte dos objetivos discutidos com a paciente.

Portanto, não devemos utilizar uma prótese automaticamente apenas porque será realizada uma mastopexia.

E quando a paciente perdeu volume depois da gravidez ou amamentação?

Depois da gestação e da amamentação, algumas mulheres percebem uma combinação de queda, excesso de pele e perda de volume mamário.

Nessas situações, precisamos analisar separadamente o que aconteceu com a pele e com o volume.

Uma paciente pode apresentar queda, mas ainda possuir tecido suficiente para uma mastopexia sem prótese.

Outra pode desejar recuperar parte do volume perdido e discutir a possibilidade de associar um implante.

São planejamentos diferentes para queixas que, inicialmente, podem parecer semelhantes.

Mamas grandes podem ser levantadas sem uma grande redução?

Isso depende da anatomia.

Em uma paciente com mamas volumosas, é necessário avaliar o peso dos tecidos, a quantidade de pele, a posição das aréolas e o formato que pode ser construído.

Em alguns casos, manter um volume muito elevado pode não ser compatível com o planejamento proposto.

Em outros, pode ser possível preservar uma quantidade maior de tecido.

Essa decisão precisa ser individualizada.

Como ficam as cicatrizes?

As cicatrizes dependem principalmente da quantidade de pele que precisa ser retirada e do planejamento necessário para reposicionar as mamas.

Podem existir cicatrizes ao redor da aréola, uma cicatriz vertical na parte inferior da mama e, quando necessário, uma cicatriz no sulco mamário.

Não é apenas a redução de volume que determina o desenho das cicatrizes.

Uma mastopexia sem grande redução também pode exigir incisões mais extensas quando existe bastante excesso de pele.

O tamanho desejado deve ser discutido antes da cirurgia?

Sim.

Esse é um ponto importante da consulta.

Algumas pacientes querem levantar as mamas e preservar o volume atual. Outras querem aproveitar a cirurgia para diminuir as mamas. Há ainda aquelas que apresentam perda de volume e desejam discutir a possibilidade de aumentá-lo.

Durante a consulta, procuro entender não apenas a posição atual das mamas, mas também quanto do volume existente a paciente gostaria de preservar.

Essa informação participa da definição do planejamento.

Conclusão

A mastopexia pode diminuir o tamanho das mamas, mas isso depende do objetivo da cirurgia e da quantidade de tecido que será retirada.

Quando a principal questão é a queda, pode ser possível realizar o reposicionamento preservando boa parte do volume mamário. Quando também existe desejo de diminuir as mamas, a redução pode fazer parte do mesmo planejamento.

Em outros casos, quando existe perda de volume, podemos discutir uma mastopexia sem prótese ou avaliar se um implante possui indicação.

Durante a consulta, analiso a quantidade de tecido, o excesso de pele, a posição das mamas e o volume que a paciente deseja manter para definir a abordagem adequada para o caso.

Agende sua consulta para conversarmos sobre o seu caso.

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